Quais as cidades que vão proibir os carros de combustão interna?

O gasóleo tem os dias contactos – se serão mais ou menos dias, ainda não se sabe, até pela dificuldade de implementação de outros tipos de energia em algumas partes do globo. Mas o que é certo é que no Velho Continente há a intenção clara de acabar com o diesel. E não só.

Segundo um relatório, citado pela Reuters, a Comissão Europeia prepara-se para fixar uma data para impor o fim das vendas de automóveis e camiões novos com motores de combustão interna, sejam a diesel ou a gasolina. Isso não significa que irá legislar sobre a limitação de circulação dos automóveis existentes, mas há Estados-membros que estão a tomar a iniciativa por si.

“Temos de acelerar a transição verde dos transportes rodoviários e como legisladores enviar sinais claros aos fabricantes e consumidores de automóveis em toda a UE”, disse, no início deste ano, o ministro dinamarquês do Ambiente, Dan Jorgensen. Além da Dinamarca, países como a Áustria, Bélgica, Grécia, Irlanda, Lituânia, Luxemburgo, Malta e Países Baixos têm vindo a pressionar a União Europeia no mesmo sentido.

Fora da UE, também se verifica vontade de avançar com o fim dos combustíveis fósseis face à urgência climática: a Noruega está neste momento com 90% das vendas de automóveis novos concentradas nos elétricos, enquanto o Reino Unido anunciou que irá proibir a venda de novos automóveis a gasolina e diesel a partir de 2030, cinco anos antes do previsto.

Do lado de lá do Atlântico, o estado norte-americano da Califórnia vai proibir a venda de novos veículos de passageiros e camiões movidos a gasolina a partir de 2035, enquanto a província canadiana do Quebeque proibirá a venda de novos veículos de passageiros movidos a gasolina a partir de 2035.

Na China, aposta-se na venda dos elétricos, que o país conta representarem metade das vendas dos automóveis novos daqui a dez anos. No entanto, há regiões que pretendem acabar com os motores a combustão com mais urgência. É o caso da província insular de Hainan, que quer “eliminar completamente os motores de combustão interna até 2030 e a instalar rapidamente infraestruturas de carregamento de EV”. Já Taiwan está a fazer planos para retirar os automóveis com motores a diesel e a gás das suas estradas, enquanto na Índia decorre uma reflexão no sentido de apenas ser permitida a venda de scooters e motociclos elétricos a partir de 2025.

Já o Japão está a trabalhar com os seus fabricantes de automóveis para proibir os automóveis a diesel. Em julho do ano passado, o Governo nipónico em parceria com grandes fabricantes japoneses, como a Toyota, Honda e Nissan, anunciou o plano de assegurar que todos os novos carros sejam elétricos ou híbridos até 2050, ação que permitirá reduzir as emissões de gases com efeito de estufa dos veículos de passageiros em 90% dos níveis de 2010.

Certo é que a indústria parece estar preparada para esse cenário, com vários fabricantes de automóveis a anunciarem a decisão de abandonarem o fabrico de modelos a combustíveis fósseis: Bentley, Ford Europa, Jaguar e Volvo pretendem apresentar uma gama totalmente elétrica até 2030, enquanto o Grupo Volkswagen e a General Motors veem essa evolução a acontecer nos próximos 15 anos, até 2035. No que diz respeito aos camiões, em finais de 2020, os fabricantes europeus comprometeram-se a deixar de utilizar motores Diesel até 2040.

Limitar a circulação a carros com motores de combustão interna

Enquanto isso, vão sendo criadas zonas onde os automóveis movidos a energias fósseis não são bem-vindos de uma ou de outra forma: ou apenas são admitidos veículos movidos a eletricidade (ou híbridos “plug-in”, desde que nesse perímetro não recorram à mecânica térmica – e daí muitos carros contarem com a função de poupar eletricidade) ou foram banidos veículos com mais idade e, por isso, mais poluentes – como acontece em Lisboa, com zonas interditas a veículos anteriores a 2000. Isto é, na Zona de Emissões Reduzidas apenas é permitida a circulação a veículos que cumpra a norma Euro3.

Na Alemanha, porém, há zonas com limites mais rígidos: algumas cidades alemãs, como Hamburgo, conseguiram a autorização judicial para restringir o trânsito aos veículos a gasóleo mais poluentes. Algo que estava dentro dos planos anunciados pela chanceler Angela Merkel em 2017, ano em que foi reeleita, para começar a pôr um ponto final nas vendas de veículos com motores a gasolina e a gasóleo, ao mesmo tempo que aposta em infraestruturas de carregamento rápido para os elétricos e em postos de abastecimento de hidrogénio.

No caso da Bélgica, ainda não há um compromisso nacional de proibir os carros a gasóleo, mas a cidade de Bruxelas, por exemplo, anunciou que quer proibir todos os carros a diesel até 2030. Entretanto, instituiu uma zona de baixas emissões; quem não cumpre incorre numa coima de 350€.

Costa Rica tenta dar o exemplo

Da América Central, chega um exemplo de coragem: a pequena Costa Rica, com uma população em torno dos 5 milhões, anunciou que vai proibir os combustíveis fósseis e tornar-se a primeira sociedade descarbonizada do mundo. O Presidente, Carlos Alvarado, anunciou o seu objetivo durante a tomada de posse em 2018, durante a qual falou sobre o investimento na transição para as energias renováveis.

 

(Artigo retirado de Stand Virtual)

Comprar carro usado: é mais importante a quilometragem ou a idade?

Na hora de comprar um carro usado, olhamos primeiro para o preço. Depois, os dois atributos que mais pesam para o comprador comum são, sem dúvida, a quilometragem e o ano de fabrico. Mas, entre estes, qual será o mais importante na decisão de compra?

Será que um carro usado que fez poucos quilómetros e está bem cuidado, apesar de ter quase 10 anos, é melhor opção do que um carro com menos idade, já apetrechado com tecnologias mais modernas, como as câmaras de estacionamento ou os sistemas que ajudam a manter o veículo na faixa de rodagem, mas que já rodou mais de 160 mil quilómetros?

O que será melhor, antigo e pouco rodado ou novo e com muito uso? A resposta está longe de ser definitiva.

Comprar um carro usado “papa-léguas”: sim ou não?

A maior parte das pessoas acredita que um carro com mais de cinco dígitos no odómetro não deve ser uma opção, pois com tantos quilómetros de estrada é muito provável que o automóvel comece a dar problemas de mecânicas. E, logo, mais despesas com a oficina.

Mas a verdade é que nem sempre existe uma relação direta entre o número de quilómetros rodados e o estado de conservação de um automóvel. Desde que, obviamente, tenham sido respeitadas todas as indicações da marca em termos de manutenção, reparação e uso.

Aliás, se dedicar algum tempo a pesquisar no mercado de usados, não faltarão exemplos de carros com cento e muitos mil quilómetros aparentemente em melhores condições do que carros usados com apenas dois anos, menos de metade da quilometragem… e acabadinhos de sair de uma rent-a-car, onde sofreram todo o tipo de maus tratos imagináveis.

O mesmo é dizer que nem sempre um carro com uma quilometragem alta esconde um histórico de má utilização ou desgaste excessivo. E vice-versa. Por exemplo, se o condutor habitual utilizou o carro quase exclusivamente para viagens longas é natural que este tenha uma quilometragem elevada. Ao contrário de um automóvel que foi o meio de transporte de alguém em todas as deslocações do dia-a-dia na cidade, ambiente bem mais castigador para a mecânica.

O mais normal é que o veículo que rolou maioritariamente em autoestrada se apresente em melhores condições, pois funcionou sempre a temperaturas mais constantes e as acelerações e travagens foram sempre mais lineares e moderadas, diminuindo o desgaste do motor e outros componentes.

Ao contrário, um carro sujeito ao trânsito intenso da urbe e que só conheceu o para-arranca, terá certamente uma caixa de velocidades com maior desgaste, além de motor, suspensões e travões mais fustigados.

A idade é um número

Como nas pessoas, também para os automóveis a idade é muitas vezes apenas um número. A longevidade e a vitalidade da máquina dependem muitas vezes dos cuidados que fomos tendo. E, felizmente, são muitos os que não facilitam na hora de atender necessidades de um veículo, cumprindo com a manutenção preventiva, antecipando as trocas do óleo, estacionando sempre em garagem e dedicando-lhe todo o tipo de “mimos”.

Veja o exemplo daquele vizinho que usa duas rolhas de cortiça debaixo de cada escova limpa-brisas para que as borrachas não estejam muito tempo apoiadas no vidro e ganhem vicio de posição…

Claro que há peças que se desgastam com a idade (independentemente do número de quilómetros feitos), como o radiador ou o sistema de aquecimento, mas não é difícil encontrar carros com mais de 10 anos e com “saúde” de seminovos.

Seja qual for o critério da escolha, antes de optar por um carro usado com mais idade, procure informações sobre o modelo e versão, para conhecer o histórico de fiabilidade e para despistar a existência de problemas crónicos em componentes essenciais.

Dedique depois algum tempo a investigar quantos proprietários a viatura já teve (um só dono é o ideal), bem como todo o passado do veículo, solicitando o acesso à documentação com as datas e o tipo de intervenções realizadas no carro.

 

(Artigo retirado de Stand Virtual)

Multas por excesso de velocidade: o que diz a lei

Saiba quais as multas por excesso de velocidade de acordo com a lei e quais as coimas e sanções de que pode ser alvo, se não cumprir os limites de velocidade.

As multas por excesso de velocidade são uma das formas de combater a sinistralidade rodoviária, que tantas vítimas faz nas estradas portuguesas. Números da Associação Nacional de Segurança Rodoviária apontam a velocidade excessiva como uma das causas para muitos dos acidentes rodoviárias e, consequentes, mortes na estrada.

Por essa razão, e se é conhecido por ter o “pé pesado”, fique a saber quais as consequências de exceder os limites de velocidade, no que diz respeito às multas, mas também a sanções como, por exemplo, a perda de pontos na carta de condução.

Multas por excesso de velocidade: tudo o que precisa saber

As multas por exesso de velocidade, como o nome indica, tratam-se de coimas que o agente da autoridade pode cobrar, caso o condutor se encontre a conduzir a uma velocidade acima do permitido na zona onde ele circula. Tenha em atenção que os limites de velocidade dependem não só da localidade e tipologia de via, como do tipo de veículo em questão.

Para saber mais, consulte a tabela com os Limites Gerais Máximos de Velocidade Instantânea, disponibilizada pela Associação Nacional de Segurança Rodoviária.

A multa pode ser cobrada de imediato pelo agente da autoridade, no local da infração, podendo, perante esta situação, o condutor assumir dois “títulos” distintos:

  • título de depósito (caução), ou seja, o condutor pode apresentar defesa;
  • título de pagamento voluntário, ou seja, o arquivamento do processo.

Convém lembrar que as coimas por excesso de velocidade podem ir dos 60€ aos 2500€, conforme prova a lista seguinte.

Ligeiros e motociclos

Dentro das localidades           

  • até 20 km/h: 60€ a 300€;
  • de 20km/h a 40 km/h: 120€ a 600€;
  • de 40km/h a 60 km/h: 300€ a 1.500€;
  • superior a 60 km/h: 500€ a 2.500€.

Fora das localidades

  • até 30 km/h: 60€ a 300€;
  • de 30km/h a 60 km/h: 120€ a 600€;
  • de 60km/h a 80 km/h: 300€ a 1.500€;
  • superior a 80 km/h: 500€ a 2.500€.

Outros veículos

Dentro das localidades

  • até 10 km/h: 60€ a 300€;
  • de 10km/h a 20 km/h: 120€ a 600€;
  • de 20 a 40 km/h: 300€ a 1.500€;
  • superior a 40 km/h: 500€ a 2.500€.

Fora das localidades

  • até 20 km/h: 60€ a 300€;
  • de 20km/h a 40 km/h: 120€ a 600€;
  • de 40km/h a 60 km/h: 300€ a 1.500€;
  • superior a 60 km/h: 500€ a 2.500€.

Sanções Acessórias

Para além das coimas, as multas por excesso de velocidade podem implicar outras sanções acessórias, a saber:

Inibição de conduzir: O excesso do limite máximo de velocidade que configure contraordenação grave ou muito grave é passível da aplicação da sanção acessória de inibição de conduzir que, em alguns casos, pode chegar aos dois anos de inibição.

Perda de pontos na carta: Exceder os limites máximos de velocidade contribui, também, para a perda de pontos, por parte do condutor. No caso das contraordenações graves, há lugar à perda de 2 pontos, enquanto nas contraordenações muito graves são subtraídos 4 pontos. Confira a lista seguinte.

  • Mais de 20 km/h e até 40 km/h dentro das localidades; Fora de localidades, mais de 30 km/h e até 60 km/h fora das localidades: 2 pontos;
  • Mais de 20 km/h e até 40 km/h nas zonas de coexistência com limite de 20 km/h dentro das localidades: 3 pontos;
  • Mais de 40 km/h dentro das localidades; mais de 60 km/h fora das localidades: 4 pontos;
  • Mais de 40 km/h nas zonas de coexistência com limite de 20 km/h dentro das localidades: 5 pontos.

Contra-ordenação grave ou muito grave

A menor ou maior gravidade da contra-ordenação está relacionado com o valor da velocidade excedida. Isto é, considera-se contra-ordenação grave quando o excesso do limite de velocidade for superior a 30 km/h fora das localidades ou superior a 20 km/h dentro das localidades; e muito grave quando o excesso do limite de velocidade for superior a 60 km/h fora das localidades ou superior a 40 km/h dentro das localidades. Isto, tendo sempre em conta que se trata de um condutor de motociclo ou de automóvel ligeiro.

Recurso e outros pedidos

É importante lembrar que é possível recorrer de multas por excesso de velocidade tendo, para tal, de elaborar uma carta de defesa nos 15 dias úteis seguintes à notificação da coima. Naturalmente, que o recurso só surte efeito se conseguir, efetivamente, provar a sua inocência. Nesse caso, ser-lhe-á dada razão por parte da Associação Nacional de Segurança Rodoviária e, assim, receberá o reembolso da coima paga.

Outra possibilidade ao alcance do condutor, caso o valor da multa exceda os 200€, é a de requerer o pagamento a prestações.

As multas, se não forem executadas, prescrevem passados dois anos a contar da data da contraordenação (artigo 188.º do CE).

 

(Artigo retirado de Stand Virtual)

Descubra de onde são as principais marcas automóveis

A internacionalização industrial trouxe a enorme vantagem de um carro ser um cidadão do mundo. Peças feitas na Alemanha, em Portugal, Suécia e montado em fábricas em Espanha, Brasil ou Itália. O conceito de “carro alemão” tem-se perdido ao longo dos anos, mas há uma história dentro da História que todas as marcas comportam: onde nasceram, pela mão de quem e onde se enraizaram.

No início era o… nome

Não poderemos falar de todos, mas vamos tentar trazer alguma luz às marcas com as quais crescemos. Não será demais lembrar que algumas ganharam nome, por mais absurdo que possa parecer, como sigla. FIAT, ALFA (ambas italianas) e SAaB são disso exemplo: Fábrica Internacional de Automóveis de Turim, Anónima Lombarda Fabrica Automoboli e Svenska Aeroplan Aktiebolaget, ou seja… Companhia Aeronáutica Sueca.

Já outras marcas, herdaram o nome do fundador, como a Ford, Renault ou Peugeot. Já todos sabem que Mercedes é obra dos alemães. Mas poucos sabem de onde surgiu o nome. Na verdade, a máquina é germânica, mas o “motor” foi austríaco, quando um empresário desse país, de nome Emil Jelinek, encomendou um veículo automóvel a Maybach. Pediu, no entanto, que o carro ganhasse o nome da filha mais velha: Mercédès. Decorria, aqui, o ano de 1900.

O virar do século XX levou a que o apelido “Benz” chegasse 26 anos mais tarde quando os fabricantes Daimler e Benz se uniram. Casamento de sucesso que palmilhou um caminho nas gamas de luxo e que conquistou, e conquista, condutores por todo o mundo.

O início da hegemonia alemã na construção automóvel

Mantendo-nos na Alemanha, vale a pena perceber que o luxo da Mercedes contrasta com a etimologia da Volkswagen: “carro do povo”, em alemão.  Em 1937, pela mão de uma ditadura nazi, a Frente Trabalhista Alemã criou aquele que seria o veículo a que todos poderiam ter acesso. Um carro robusto, feito para durar e com um sentido de utilidade, fácil manutenção e de alta longevidade. No fundo, o conceito mantém-se até aos dias de hoje. Com certeza por isso, os germânicos reúnem a fundação das mais imponentes marcas de automóveis. A Porsche, em 1931, ganhou o nome do fundador: Ferdinand Porsche. Uma marca de culto a que muitos sucumbem. Já a BMW, com sede em Munique, capital da Baviera, começou por produzir motores para aviões de guerra.

A abreviatura Bayerische Motoren Werke significa Fábrica de Motores da Baviera tornou-se mais conhecida por construir motociclos. De 1916 a 1945, foi isso que fez. Depois, a indústria teve de se readaptar e encontrou nos veículos automóveis a solução pós-guerra. E muito bem, diríamos nós.

A Alemanha é ainda berço da luxuosa Audi ou da racional Opel, que começou por produzir bicicletas e em 1899 construiu o primeiro carro e que está, até hoje, conotada com modelos mais económicos, utilitários e familiares.

A entrada em cena dos automóveis ingleses

A paixão pela velocidade e um habitáculo com 4 rodas, que transportava com conforto várias pessoas, substituindo os animais em penosas viagens, disparou durante os anos 20 e 30 do século XX. Em Inglaterra, a Jaguar, em 1922, era a personificação ideal daquilo que se queria: robustez e rapidez. A empresa começou por construir “sidecars” para motocicletas e é, hoje, detentora dos mais incríveis automóveis de luxo.

Com cunho igualmente britânico, a famosa Aston Martin é incontornável. Nascida em 1913, pelas mãos dos fundadores Lionel Martin e Robert Bamford, viu a luz do dia em Aston Hill, a montanha junto da cidade Aston Rowant.

Born in the USA

Saímos da Europa e cruzamos o Atlântico para estacionar nos Estados Unidos da América. E aqui lhe contamos que a Cadillac, criada em 1902 por Henry Leland, tem sangue francês. Cadillac é uma homenagem ao fundador da cidade de Detroit: Antoine Laumet de la Mote, Sigur de Cadillac. Já a marca Chevrolet teve um nascimento específico: combater a Ford. Louis Chevrolet, em 1911, meteu mãos ao trabalho. O crescimento da marca levou à criação da General Motors com a criação da Pontiac e Hilder.

Inevitável não terminar com a Ford, uma das mais antigas marcas de automóveis. Henry Ford foi um precursor arrojado na altura, homem de vistas largas e desejos de velocidade. Ford já sabia, em 1903, o papel que o carro viria a ter na vida de todas as pessoas.

Automóveis do país do sol nascente

Do Japão, chegam-nos marcas cuja origem fonética pouco engana: Toyota, em 1937, ganhou o nome do fundador, mas adulterado. Sakichi Toyoda substituiu o D pelo T depois de abandonar a construção de teares para se dedicar aos automóveis. Toyota, graficamente, ganhava no alfabeto japonês 8 traços, um inegável número da sorte na cultura nipónica. Hoje, é detentora da marca Daihatsu e da Lexus – esta última criada para conquistar os EUA.

Mas entre os carros de assinatura japonesa, contamos ainda com o Subaru, com grande sucesso no mercado americano, a Nissan, a Datsun, a Honda, mais conhecida por fabricar motociclos, Mazda e a Mitsubishi.

Marcas ibéricas

Quanto a Portugal, o mais próximo que temos no que diz respeito a ter “dedo” em construção de veículos é a existência das fábricas AutoEuropa (Volkswagen), Mangualde (Stellantis) e Tramagal (Mitsubishi Fuso), além de 11 marcas nacionais que pouco vingaram ao longo dos anos, mas que se tornaram clássicos, como os jipes UMM (sigla de União Metalo-Mecânica). Mas podemos sempre celebrar o sucesso dos vizinhos espanhóis que criaram a SEAT (Sociedad Española de Automóviles de Turismo). Por pouco tempo: hoje, o emblema está nas mãos da Volkswagen… marca alemã.

 

(Artigo retirado de Stand Virtual)

Inspeção automóvel: o que pode levar o seu carro a chumbar

Conduzir até um centro de inspeção automóvel pode não ser o momento mais prazenteiro para um automobilista, mas não há como lhe escapar. Porém, para não sair de lá com um chumbo (e consequentes gastos extra), saiba o que pode fazer para garantir que o seu carro passa à primeira e reveja previamente todos os pontos mais críticos.

Inspeção automóvel: 3 graus de gravidade

Na avaliação feita aos veículos pelos inspetores, nem todos os defeitos têm a mesma gravidade. Há as que não põem em causa a revalidação do título e as que mandam o carro encostar às boxes.

Para se perceber o que pode levar um carro a chumbar é preciso compreender que existem anomalias de três distintas gravidades.

Defeitos de tipo 1:

Os defeitos registados com “grau 1” são leves, ou seja, são assinalados e convém que na inspeção seguinte tenham sido corrigidos, mas não impedem o automóvel de circular. Isto porque são anomalias que não afetam nem as condições de utilização do veículo nem as suas obrigações de segurança para com os ocupantes e para os outros. Podem ser uma lâmpada fundida, uma das luzes dos piscas avariada ou um limpa para-brisas que não funciona.

Mas, apesar de os defeitos de “grau 1” não serem preocupantes, convém prestar atenção: se forem detetados muitos (mais do que cinco), o inspetor poderá decidir uma reinspeção e, até à data desta, todas as minudências deverão ser corrigidas.

Defeitos de tipo 2:

Depois, há os defeitos de “grau 2”, tidos como graves. Nestes casos, as anomalias identificadas afetam as condições de utilização ou de segurança, mas não impedem o carro de circular, ainda que muitas vezes só o possa fazer sujeito a algumas condições. Um problema com a suspensão, por exemplo, pode determinar que o veículo só possa rolar sem carga e sem ocupantes até que seja cumprida uma reinspeção.

No âmbito dos defeitos graves, também podem ser consideradas alterações ao veículo que não foram devidamente homologadas – neste caso, é necessário proceder à homologação antes de regressar ao centro de inspeções. Caso a mudança não seja homologada, será necessário revertê-la para voltar a ser um “bom aluno”. Por isso, o ideal é não avançar com nenhuma alteração (de pneus, jantes, cores, etc.) antes de verificar a sua possível homologação.

Defeitos de tipo 3:

Por fim, há o muito grave “grau 3”. E se for o caso muito provavelmente terá de voltar para casa a pé. É que uma anomalia catalogada com o “grau 3” põe em causa de tal forma a utilização ou a segurança que o veículo é imediatamente mandado parar. Um caso que pode justificar é o mau funcionamento dos travões.

A reinspeção

Um chumbo pode ocorrer por terem sido observadas mais do que cinco deficiências do tipo 1 em códigos de deficiência diferentes; uma ou mais deficiências do tipo 2 ou 3; e sempre que não seja efetuada a correção da deficiência ou deficiências anteriormente anotadas (1 passa a 2), exceto as relacionadas com livrete.

Sempre que tal ocorre, o facto obriga a uma reinspecção, agendada para os 30 dias que se seguem. Durante este tempo, o proprietário do carro poderá tratar de todos os detalhes mencionados pela reprovação do inspetor. Mas, caso este tenha comentado qualquer falha que não achou ser motivo de sinalização, aproveite para a corrigir – é que há detalhes que são de avaliação dúbia e outro inspetor poderá considerar a mesma anomalia de forma diferente.

E não tente voltar exatamente com os mesmos defeitos. É que isso apenas obrigará a uma nova marcação, desta vez nos 15 dias seguintes, e a um somar de gastos.

Quanto custa a inspeção e reinspeção automóvel

No caso de um automóvel ligeiro, a inspeção regular tem um custo de 31,51€ e uma reinspecção de 7,89€, a que se soma, claro, as deslocações e o tempo gasto – é que o processo em si não demora mais do que 15 minutos, mas não é invulgar encontrar longas filas de espera.

 

(Artigo retirado de Stand Virtual)

Como fazer uma condução económica?

Afinal, o que é a condução económica? Na realidade é a prática de aplicar determinados conhecimentos na condução, para um melhor aproveitamento e performance do carro.

Ou seja, é a prática de uma condução que procura usar a menor quantidade de energia, com o menor desgaste do carro e, se possível como devia ser sempre, com menor impacto ambiental.

Além de economizar combustível, a condução económica abrange também a durabilidade das peças e componentes do veículo.

1. Aproveite a inércia dos veículos, sempre (!) com a mudança engatada, para conduzir num troço regular sem necessidade de acelerar. Desta forma evita acelerações e travagens bruscas.

2. Evite grandes velocidades. Para além da segurança, por vezes o tempo que poupa não compensa os gastos de combustível. A diferença pode acontecer se for a 10/20 km/h mais devagar, sem comprometer o bom funcionamento do trânsito. Estas questões abordam uma condução económica, eficiente e consciente.

3. Verifique a pressão dos pneus regularmente. Um vez por mês é mais que suficiente para evitar andar com uma pressão mais baixa, do que a recomendada pela marca. A pressão baixa dos pneus pode aumentar os consumos. Não se esqueça de verificar sempre com os pneus a frio, ou seja antes de circular 3 ou 5 km.

4. Retire toda a carga desnecessária do veículo. Seja por preguiça, falta de tempo ou esquecimento, muitas vezes andamos com carga que não nos é útil em viagem. Alguns estudos dizem que em cada 100kg adicionais, o consumo do veículo aumenta 5%.

5. Não “estique” as mudanças, especialmente a 1ª. A estrada não é uma pista de corrida por isso não precisamos de ter as melhores performances desportivas com o nosso carro. Troque o mais cedo possível da 1ª para a 2ª e evite altas rotações nas restantes.

6. Consulte os mapas de GPS. Actualmente as aplicações de GPS já actualizam em tempo real as movimentações do trânsito (acidentes, filas, estradas cortadas, etc). Em termos de percurso, se evitarmos este género de complicações é provável que a viagem se torne mais económica.

Além disso, nem sempre combustíveis com índices de octana maiores significam melhor desempenho, já que, como viu, isso depende de muitos fatores. Sem esquecer o humano, que depende do comportamento do condutor na estrada.

 

(Artigo retirado de Stand Virtual)

Mecânica automóvel: conheça as 5 piores avarias

Um pneu furado pode transformar-se num sonho quando comparado a problemas que são verdadeiros pesadelos na mecânica automóvel – tanto em termos de danos como de despesa associada (quando há arranjo…). Estes são os problemas que podem aparecer no seu carro, mas que deverá torcer para que nunca aconteçam.

As 5 piores (e mais dispendiosas) avarias que podem afetar a mecânica automóvel

Motor gripado

É provavelmente a rainha das avarias, ainda por cima porque a maleita nem sempre é detetada de forma precoce. Ou seja, quando se vai ao “médico” já a “doença” alastrou mais do que o devido. Esta é avaria exclusiva dos motores de combustão, que funciona com várias peças metálicas em constante fricção umas contras as outras. O problema é que a fricção acaba por causar desgaste que, quando se soma ao calor, pode fazer com que as peças se colem e até derretam. Quando se fala num motor gripado há no mínimo duas peças, uma móvel e outra fixa (as mais habituais são o pistão e a camisa que cobre o cilindro ou os casquilhos e a cambota), que se fundiram impedindo o funcionamento de toda a engrenagem. Todo este processo advém de uma falha de um elemento muito simples: o óleo. Se a lubrificação faltar ou se o óleo já não tiver a viscosidade necessária para manter as peças lubrificadas, a fricção das peças vai gerar calor extremo que resulta no motor gripado.

Outro defeito que pode conduzir a um motor gripado é no sistema de refrigeração que, por falta de líquido ou por qualquer problema na ventilação, não permite refrear a temperatura do motor.

Atenção: esta não é avaria que se resolva nem rápido nem sem uma carteira recheada. A reparação é demorada e só o processo de abrir o motor demora horas de trabalho. Resumindo: é avaria para custar alguns milhares de euros, o que num carro antigo pode significar que mais vale optar pelo abate. É fazer as contas.

Junta da cabeça queimada

A junta da cabeça, posicionada entre os cilindros do motor, faz a ligação do bloco à cabeça do motor, mantendo água e óleo afastados ao reter a primeira e não admitindo que esta invada o circuito de lubrificação. Porém, quando falta água ou líquido de refrigeração no sistema, a junta da cabeça corre o risco de queimar. Para o evitar, há que prestar atenção aos níveis do radiador com alguma regularidade – é que é muito comum haver perdas quer pelos tubos, que com a idade, o frio e o calor se ressentem, apresentando por vezes fissuras, quer por outros pontos menos óbvios, como uma das relas do motor. Qualquer uma das causas são fáceis de resolver e baratas. Porém, a consequência é uma dor de cabeça para qualquer automobilista, resultando uma conta avultada. Dois sinais de que a junta queimou: cheiro metálico queimado e fumo branco a sair pelo escape. Se reparar nestes dois sintomas, não mexa nem mais um milímetro o carro. O próximo passo pode ser um motor gripado, que ocupa o primeiro lugar na lista das piores avarias.

Eixo de transmissão danificado

O eixo de transmissão é responsável por passar o binário para o cubo de roda, o que faz com que seja uma peça fundamental para que o automóvel consiga circular. Mas uma avaria no eixo de transmissão não representa apenas um carro parado. É que antes disso acontecer um defeito nesta peça pode originar acidentes graves. Há, porém, sinais a ter em conta: barulhos de bater e ranger e vibração no volante e na alavanca das mudanças são habitualmente sintomas de problemas no eixo de transmissão. Na origem, está uma lubrificação defeituosa que acelera o desgaste das peças – e, mais uma vez, o cuidado com uma regular manutenção pode representar uma poupança de quatro dígitos… Menos dispendioso será substituir os foles da transmissão, algo que deverá ser feito a cada 150 mil quilómetros. Todavia, o melhor é amealhar para esta despesa se vir o conta-quilómetros a aproximar-se daquele marco: há foles que custam em torno de 100€, mas outros que escalam para lá dos 500€. Sem contar com a mão de obra…

Correia de distribuição partida

A correia de distribuição é um dos componentes mecânicos mais importantes na grande maioria dos automóveis, já que tem como principal tarefa a sincronização de todos os componentes, permitindo o seu correto funcionamento, sejam eles os êmbolos e o seu movimento, as válvulas ou, em certos casos, até a bomba de água. Mas a sua duração é limitada e é importante respeitar as indicações do fabricante, sendo muito comum a sua substituição ao fim de cinco anos ou de cem mil quilómetros, dependendo do que acontecer primeiro. Ignorar essas recomendações pode resultar numa correia partida, o que irá danificar válvulas, empenar árvores de cames e dessincronizar todo o motor.

Alguns especialistas aconselham a mudar a bomba de água e o tensor quando se avança com a operação da troca da correia. Gasta mais em componentes, mas, a longo prazo, acabará por poupar na mão de obra.

Note bem: a correia em si é baratíssima, mas o trabalho de a trocar é minucioso e demorado e não deve ser feito em qualquer lugar. Procure uma oficina credenciada, de preferência da marca, o que lhe confere garantia acrescida. Mas prepare-se para uma significativa (ainda que necessária) despesa.

Centralina do motor avariada

A centralina ou ECU (do inglês Electronic Computer Unit) é um componente eletrónico que pode apresentar desgaste ou avaria. A sua função passa por receber informações de todas as partes mecânicas do veículo e distribuir essa mesma informação de modo a que o veículo funcione na sua plenitude. Ou seja, todos os aspetos mecânicos estão interligados a esta superinteligência do carro. A sua avaria representa uma espécie de morte do automóvel que só voltará à vida depois de a centralina ser reprogramada ou substituída, uma operação que vai desde algumas centenas de euros até mais de 2500€.

 

(Artigo retirado de Stand Virtual)

Carros novos com limitador de velocidade obrigatório a partir de 2022

Calma! Não é agora que vamos ter a velocidade máxima limitada de forma a cumprir o Código da Estrada – ainda que esse cenário talvez povoe um possível futuro. O que vai acontecer, já a partir deste ano, é a introdução obrigatória da tecnologia que permite ao condutor escolher uma velocidade limite.

Mas explique-se por miúdos. Está a ver aquela lista longuíssima de sistemas de segurança que as marcas de automóveis ostentam como se se tratasse de uma oferta? A verdade é que a larga maioria daqueles assistentes são incluídos no carro para respeitar as normas europeias: sem tais tecnologias, não seria possível aos emblemas comercializar os seus modelos na Europa. Por isso é que um mesmo modelo pode ser extremamente seguro no Velho Continente e um poço de problemas noutra parte do mundo, onde as leis não exigem determinadas tecnologias.

Assim, ao passo que a inclusão de airbags começou por ser uma extravagância, hoje a existência daqueles dispositivos que tantas vidas já salvaram é imperiosa. E, no ano que vem, há mais uma série de dispositivos que passarão a ser obrigatórios.

Tudo para reduzir, por um lado, o número de acidentes de viação e, por outro, limitar a gravidade dos ferimentos das vítimas quando o acidente não consegue ser evitado. E, claro, reduzir o número de vítimas mortais a zero (atualmente, cerca de 1,3 milhões de pessoas perdem a vida na estrada, seja no papel de ocupante de um carro, seja como ciclista ou peão).

Assente na diretiva 2144 de 2019, a norma entra em vigor daqui a um ano, a 6 de julho, com todos os carros a saírem das linhas de produção com um conjunto evoluído de soluções de segurança.

Entre aquele estará o limitador de velocidade automático que, acionado por defeito quando se liga o carro, vai cruzar informações do GPS com dados locais da via em que o condutor está, impedindo-o de exceder o limite de velocidade. No entanto, o diploma exige que seja “possível desligar a assistência inteligente de velocidade, por exemplo, quando um condutor experimenta falsos avisos ou feedback inapropriado como resultado de condições meteorológicas adversas, marcações de estradas temporariamente conflituosas em zonas de construção, ou sinalização rodoviária enganosa, defeituosa ou em falta”. Ou seja, não afeta a possibilidade de os condutores excederem a velocidade.

Mas há mais: os carros a partir de julho de 2022 terão ao seu dispor um sistema de câmaras de monitorização interna, que avalia constantemente o estado do condutor, lançando o aviso quando deteta sonolência ou sinais de distração. Esta tecnologia pode até bloquear o funcionamento do veículo se se aperceber que o condutor está inapto a assumir o volante.

Outro componente a ser incluído muito importante é o Gravador de Dados de Eventos (EDR), uma espécie de caixa negra, como as que existem nas aeronaves, que poderá ser consultada em caso, por exemplo, de acidente.

A lista de sistemas alonga-se com o sistema de manutenção do veículo na faixa de rodagem, com a paragem automática de emergência, cintos de segurança otimizados, tal como vidros, sistemas de aviso na frente e lateral do veículo que detete e avise os motoristas sobre a existência de peões e ciclistas na estrada, o que será particularmente relevante em curvas.

Entre os itens obrigatórios a registar ainda o sistema automático de monitorização da pressão dos pneus e o sistema de câmaras e assistência de marcha atrás, com inclusão de sensores.

Estruturalmente, a referir que a Comissão Europeia exige a integração de barras de proteção de impacto lateral, o que permitirá melhorar a segurança dos ocupantes dos veículos.

 

(Artigo retirado de Stand Virtual)

Comprar carro: todos os termos que precisa conhecer

Vai comprar carro? Descubra tudo o que precisa de saber para garantir que faz o melhor negócio possível.

Estes são os principais termos com que deve estar familiarizado e sobre os quais deve saber mais para fazer a melhor compra. Atente:

ALD – Aluguer de Longa Duração

Trata-se de um Aluguer de Longa Duração, que pressupõe uma mensalidade fixa, ou seja, livre das flutuações das taxas de juros. No entanto, por isso, também implica um valor mensal mais elevado do que aquele que se encontra noutras soluções para comprar carro.

Certificados

Um automóvel usado certificado significa que foi passado a pente fino, ou pela marca ou por uma entidade independente, tendo passado com distinção. Os usados certificados podem surgir com pouco tempo de utilização, beneficiando assim da garantia da marca, ou muitos quilómetros percorridos e uns valentes anos de idade sem que revele fraquezas.

Ciclo de Vida

Quando se trata de um automóvel, o ciclo de vida é o período de uma geração de um determinado modelo. Como é de esperar, sempre que uma nova geração está para surgir, a anterior sofre uma ligeira depreciação, sendo os carros que lhe pertencem muitas vezes tratados como veículos em fim de vida, apesar de novos.

Declaração de Compra e Venda de Veículo

É o documento que formaliza a passagem de propriedade. Será com ele que tratará de colocar o carro em seu nome.

Crédito Automóvel

O Crédito Automóvel é uma das soluções de financiamento, sendo ideal para quem privilegia a propriedade: o veículo fica, desde o primeiro dia, registado com o nome de quem o adquire, não obstante o facto de muitas vezes persistir uma reserva de propriedade a favor da entidade credora. Mas atenção: os juros são elevados.

Facelift

Numa nova geração, há todo um novo automóvel, desde a plataforma até ao motor. Já um facelift, habitualmente executado a meio do ciclo de vida, dá alguns retoques, atualizando o carro em termos estéticos, tecnológicos e mecânicos. Atualmente, nestes processos dá-se primazia aos sistemas de segurança e de conectividade.

ISV – Imposto Sobre Veículos

Se vai comprar carro novo, saiba que grande parte do custo está relacionado com imposto, como é o caso do ISV (Imposto Sobre Veículos), calculado mediante a cilindrada, o combustível, as emissões e se é híbrido ou híbrido plug-in. Os carros elétricos (BEV) são isentos.

IVA

Carros com menos de seis meses de matrícula ou menos de 6.000 quilómetros são considerados novos e pagam sempre 23% de IVA.

Leasing

O leasing é um contrato que implica o pagamento de uma prestação fixa por um determinado período. No fim, o cliente pode renovar o mesmo por igual período e obter um carro novo, devolvendo o antigo à financeira ou adquiri-lo pelo valor de mercado ou por um valor residual pré-definido. Ideal para gosta de trocar de automóvel com regularidade.

Margem Fixa

A margem fixa é a percentagem de desconto que cada concessão garante em cada viatura faturada.

Margem Variável

Já a margem variável, como o próprio nome indica, é um valor adicional de desconto atribuído pelo cumprimento de objetivos.

Rappel

Desconto adicional por viatura matriculada quando alcançado objetivo.

Recondicionamento

O recondicionamento é um processo de reparação estética que repõe a aparência do automóvel como se fosse novo por dentro e por fora.

Renting

Através de um contrato de renting, é possível ter um carro à porta por um número determinado de meses (a maioria dos contratos pode ser esticado até 60 meses, i.e., cinco anos), mediante o pagamento de uma renda que inclui a manutenção do veículo e vários serviços, como seguro.

Carros seminovos

Os seminovos são automóveis usados, mas com menos de dois anos, muitas vezes aproveitados dos rent-a-car, de demonstrações ou que cumpriram serviço para o concessionário.

Viaturas 0 Km

Tratam-se de automóveis que, mesmo com o quilómetro a zeros, já têm matrícula com algum tempo. Isto acontece pela opção de matricular viaturas e assim inflacionar as estatísticas de determinado mês, levando a que os objetivos pareçam ter sido cumpridos. Se vai comprar carro, esta solução pode ser um bom negócio, já que o tempo de matrícula traduz-se em desconto.

Marcas de carro: escolha a ideal de acordo com o seu perfil

Quando se decide comprar um carro, este é escolhido mediante uma série de funções que lhe pretendemos dar: decide-se por um monovolume porque se tem uma família alargada, por uma carrinha porque se busca versatilidade, por um SUV porque se privilegia a facilidade de entradas e saídas e a posição confortável de condução, por um desportivo porque se pretende emoções. Mas o emblema também é determinante e pode definir quem se senta atrás do volante.

Assim sendo, é importante conhecer o que cada marca representa e escolher aquela que, além de corresponder às necessidades (e às possibilidades), se identifica melhor com a sua personalidade. Conheça, sobretudo entre as dez mais vendidas em 2019, a que casa melhor consigo.

Renault

A marca que mais vende em Portugal, e que mantém há anos esse pódio, é facilmente reconhecível pelo losango a remeter para quatro diamantes que simbolizam os três irmãos Reynold fundadores da empresa e a indústria automóvel. Quem escolhe um Renault privilegia conforto, garantido por uma suspensão calibrada nesse sentido, e consumos comedidos. Mas também tecnologia, com o emblema francês a introduzir com regularidade sistemas pouco vistos entre os carros generalistas.

Ver veículos Renault

Peugeot

O logo é um leão e por aí se vê a garra com que o emblema francês pretende manifestar-se em estrada. Também é uma marca francesa, como a Renault, mas serve um público que gosta de detalhes requintados e de conforto a bordo. Ao volante, consegue aliar, na maioria dos seus modelos, conforto a desportividade. Nos últimos tempos, tem investido num design cada vez mais apelativo e as garras de que se falava atrás também se revelam na assinatura de iluminação.

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Mercedes-Benz

Tradicionalmente, esta é a marca premium mais apreciada pelos portugueses, que reconhecem na estrela de três pontas alemã rigor de construção, qualidade de acabamentos e motorizações ricas: tanto se pode escolher um bloco suave e extremamente económico como um barulhento e animado. Habitualmente, é uma marca escolhida por clientes fiéis, que não pretendem mudar.

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Fiat

A casa italiana é reconhecida por construir carros práticos e sobretudo urbanos, com motores que sobrevivem aos mais variados tratamentos. No design, tem sido volátil ao longo dos anos, mas permanece a ser hoje um dos emblemas generalistas com o carro mais sexy do mercado: o Fiat 500. É uma marca a ponderar por quem procura consumos baixos.

Ver veículos Fiat

Citroën

Faz parte do grupo PSA, com a Peugeot, DS e Opel, mas o emblema do duplo chévron, que em 2019 conseguiu um lugar entre os cinco mais vendidos no país, é sinónimo de inquietude. A Citroën cria carros para serem económicos e acessíveis, além de fáceis de conduzir e manobrar, mas nunca se esquece de juntar à receita uns pozinhos de irreverência, piscando o olho aos clientes mais jovens.

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BMW

Continua a ser um emblema sinónimo de status e quem o escolhe gosta de dar nas vistas, de estar rodeado por pequenos detalhes de luxo e de ser motivo de conversa de café, quer pelas prestações do seu bólide, quer pelo recheio da sua carteira, já que estes são automóveis reconhecidos pelo seu valor. Mas, também por isso, a BMW é escolhida por quem sabe analisar o valor de retoma, preocupando-se com o futuro.

Ver veículos BMW

SEAT

Com uma carreira ascendente, a marca espanhola tem vindo a crescer de forma consistente e, depois de já ter sido reconhecida pelos automóveis perfeitos para o “tuning”, é hoje também sinónimo de qualidade e de design apurado. A sua última ofensiva, criando uma gama SUV para todos os gostos (desde o urbano Arona até ao imponente Tarraco, passando pelo familiar e elegante Ateca) com a qual conseguiu um lugar no coração português.

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Volkswagen

Foi criada para ser “carro do povo”, mas a Volkswagen acabou por se tornar muito mais do que isso, fabricando automóveis que representam funcionalidade, mas sobretudo rigor na construção. Esta é a marca a escolher por quem gosta de jogar pelo seguro e tem um espírito conservador, já que o emblema não é conhecido por rasgos de irreverência. O maior exemplo disso é o Golf que, por mais anos que passem, mantém a mesma alma.

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Nissan

Parte da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, a marca nipónica é valorizada por quem gosta de fiabilidade, sendo os seus motores reconhecidos por durarem uma vida. É também a “mãe” do segmento SUV, com a criação do Qashqai, que em 2020 chega à sua terceira geração, sendo expectável que a Nissan cresça em vendas, sobretudo depois de, no fim do ano passado, ter lançado um revisto Juke.

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Opel

É, desde 2017, parte integrante do grupo PSA, mas a Opel mantém o seu cunho germânico, aliando arte escultural à precisão alemã. São carros que se caracterizam pela sua dureza e pela forma como se agarram à estrada. Não estando entre os mais confortáveis, conseguem um lugar entre os mais seguros e racionais, sendo por isso uma escolha para quem tenha um espírito pragmático.

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Honda

Criada após a Segunda Guerra Mundial, a Honda afirmou-se através da sua jovialidade e propostas desportivas, capazes até de disputar títulos com os emblemas de luxo. É o caso do icónico Type-R que, em 2017, reconquistou o recorde de tempo de modelo com tração dianteira, em Nürburgring. Por tudo isto, é uma marca que pode dar resposta a quem queira atrever-se a desafiar limites.

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(Artigo retirado de Stand Virtual)